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Vasos de Valor

Wair de Paula, Jr.

Confesso – sou o louco dos vasos. Talvez porque adore flores em casa, ou talvez porque meu lado antiquário que ainda não desapareceu de todo(comecei a vida vendendo antiguidades em feiras de antiguidades...), tenho um acervo deste item, com tantas peças que algumas estão em armários. Outros, não saem de cena, como o vaso acima, de uma manufatura francesa do início do século XX, lindo e cobiçado – tanto que eu o lavo com muito carinho, e ele ainda está intacto, décadas depois de ter sido feito.E flores fazem diferença em casa, não concebo minha casa sem, e acredito serem fundamentais para melhorar o astral da casa, e, conseqüentemente, dos donos desta.

O Casashopping tem várias lojas com vasos dos mais variados formatos, modelos e estilos. Mas o que me primeiro me chamou a atenção foi este da foto acima, em formato elegante e com um arranjo de flores maravilhoso, da Tutto per La Casa (@tuttoperlacasa), do meu amigo Zeca. Não sei quem fez esse arranjo, mas merece parabéns por ter feito o arranjo perfeito para o vaso igualmente perfeito. Ficou chic, romântico, elegante até a última pétala.  E embora não saiba fazer arranjos como o acima, admiro quem mistura flores com tanta propriedade e equilíbrio. Lindo, simplesmente lindo.

O padrão chevron dos vasos acima, da Razza Design (@designrazza) é muito, muito elegante. Este vaso tanto pode estar numa mesa de centro como numa estante, pois seu desenho é altamente decorativo, e o bocal dourado dá um brilho sempre agradável a qualquer estante. O pequeno, então, é uma preciosidade, e fica perfeito numa mesa de cabeceira com um pequeno bouquet de flores brancas, ou um simples e delgado copo-de-leite, que com suas formas fluidas seria o contraponto perfeito para este padrão de desenho.

Confesso que não sou muito adepto de flores artificiais, mas não condeno quem curte. E, para quem é adepto deste artifício, o vaso de barro irregular, acima, também da Razza Design, é um acerto. Com seu corte frontal, ele cria um movimento muito interessante na peça. Este também é um objeto bastante decorativo, quase escultórico, e ficaria muito bonito numa estante sem nada, sem folhagem nenhuma. Suas linhas transbordaram os limites de um vaso comum, transformando-o em uma escultura eventualmente utilitária.

E o vaso/cachepot em faiança branca, com coelhinhos fazendo a base, (da @tuttoperlacasa) é daquelas fofuras que algumas casas não abrem mão. Delicado, tanto pode receber um vaso de folhagens como na foto acima, como receber um arranjo baixo e volumoso. Ou até enfeitar uma mesa de Páscoa...

Os dois vasos/cachepots acima, em vidro fosco, são extremamente elegantes e versáteis. Poderiam ou não ter flores e plantas, pois parecem vasos de coleção, do tipo que tenho (só que os meus são muito mais antigos...). Eu gosto desta textura, parecem blocos de gelo esculpidos, e eu adoro fazer outro uso deste tipo de vaso de vidro – já usei um parecido com açúcar temperado com pimenta dedo-de-moça quase até a boca, encimados por imensos morangos espetados em palitos de bambu que comprei no bairro oriental de São Paulo. Fica lindo numa mesa de jantar com salada de frutas, também – ou seja, absolutamente versátil, só depende da criatividade do dono. Esses acima são da Rosa Kochen (@rosakochen)

Esses vasos em madeira de diferentes formatos e tamanhos têm também aquele aspecto de item colecionável. Tanto ficam bonitos sem nada, expostos em grupos num aparador ou estante, como com folhas secas. Cada vaso tem um aspecto diferente, em virtude da madeira utilizada e/ou do artesão que o fez, e esse caráter de unicidade me é muito caro, adoro peças únicas.  Também da Rosa Kochen, uma loja cheia de objetos das mais diferentes procedências – e estilos.

As vezes um canto da casa pede algo maior. Nesses casos, corra até a Organne (@organneoficial) que eles têm um acervo imenso. Aqui, a arquiteta @arquiteta.camilafleck escolheu um vaso em um padrão parecido com o da parede, para dar certa unidade ao conjunto. Os galhos secos poderiam facilmente ser substituídos por uma planta grande para interiores neste caso, e eu adoro estes vasos altos que permitem a colocação de uma luz no piso atrás deles, criando volumes de luz bastante dinâmicos para a casa.

Os vasos acima, de boca larga, também da Organne, complementam qualquer canto do living ou varanda, trazendo o jardim para dentro de casa. A exuberância destas folhas acima mostra como a escolha fundamental de um vaso determina a planta que ele irá conter. Eu ainda insisto no dogma de que plantas “de verdade” trazem benefícios inúmeros para a casa, e os conceitos atuais de biofilia comprovam minha tese. Claro que plantas vivas demandam cuidados, mas nada que nos tire o tempo tanto assim, ao contrário – podemos dedicar nosso tempo às plantas da casa como forma de terapia. Eu recomendo...

O formato do vaso acima é meu tipo preferido – recebe desde um arranjo formal até um simples esparramado de copos de leite, com muita elegância. Feito de vidro tipo Murano (a famosa ilha italiana famosa por seus vidros maravilhosos), além de seu formato e cores elegantes, tem um quê de antigo, de acervo de família...Eu lembro ter herdado de minha mãe um imenso bowl de Murano vermelho, onde ela servia ponche nas festas mais formais, e até hoje me arrependo de tê-lo vendido anos atrás. Seu tamanho e formato eram maravilhosos, e hoje eu o ostentaria com o prazer de um colecionador, além do quociente afetivo, claro. Esse acima faz parte do acervo da loja Studio Grabowsky (@studiograbowsky), de meus queridos amigos Luiz Fernando e Pedro Guimarães, por sinal dois colecionadores de primeira.

Os vasos de bambu acima, da Dracena Home (@dracenahome) são leves e altamente decorativos. Eu já tive a oportunidade de ver a manufatura destas peças na Indonésia no passado, e é fascinante ver as fitas de bambu tomarem outras formas. O bambu é um material fantástico, permite uma infinidade de usos e formas, vide a foto acima. E é um material ecologicamente correto, sua extração é fácil e seu replantio quase natural.

Em meu escritório paulista, fico de frente a esse vaso deslumbrante, com essa planta maravilhosa (que fui eu que plantei!) da Ovoo (@ovoobrasil). Esse cachepot é de uma fibra feita de um polímero ultra resistente, e bastante adequado para áreas externas inclusive. Essa mega cabeça ocupa um espaço grande, portanto pede por espaços igualmente grandes para que se  possa, inclusive, observar este vaso/cachepot por todos os ângulos. E essa planta escura, quase negra, conheci com o grande, imenso Roberto Burle Marx – outro dia conto essa história.

E termino o post com este vaso escândalo da Tutto per la Casa (@tuttoperlacasa), que eu gostei tanto que utilizei na vitrine que fizemos para a Natuzzi Casashopping. Extremamente sofisticado, lembra um pouco os trabalhos de Piero Fornasetti, o artista milanês nascido no início do século e que tinha uma linguagem muito própria. Este formato de olho do vaso, e o desenho em forma de olho são absolutamente originais, o desenho quase hipnótico. E eu tenho uma ligeira queda por objetos dourados em geral, sempre trazem luz às estantes, mesas ou onde quer que se coloque. Novamente, uma peça que “funciona” sozinha, mas que também ficaria linda com uma rama de Calas marrons ou amarelas. Para quem não sabe, Calas é uma espécie de copo de leite, mas com cabo bem menor e uma escala de cores que vai do amarelo forte ao marrom quase negro, passando por rosas e roxos intensos, frágeis mas deslumbrantes.

Este post mostrou apenas uma pequena, pequeníssima amostra do que as lojas do Casashopping oferecem neste tema. E se você é o maluco dos vasos como eu, não vai deixar de ver essas belezinhas ao vivo, sua casa seguramente agradece.

 

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