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O nome da cor

Wair de Paula, Jr.



Será que existe um profissional específico que dê os nomes para as cores dos catálogos de tintas? É muita imaginação, algumas vezes imensas licenças poéticas, mas algumas tintas e cores seduzem simplesmente pelo nome. É o caso da cor acima, do catálogo da Suvinil (www.suvinil.com.br). Ela meio que traduz um sentimento, não apenas uma cor – uma sensação de recordação, e a cor é uma tradução do nome, algo meio antigo, empoeirado, lindo.



Não sei se a juventude sabe que, no passado, não trocávamos imagens pelo whatsapp ao viajar, nem fazíamos selfies incontrolados – mandávamos cartões postais para os amigos. A cor acima traduz um pouco a lembrança de cartões postais envelhecidos, guardados junto com carinhos e histórias.


 
Embora seja uma cor neutra, ela transmite elegância e uma sensação de acolhimento, pois não é uma cor totalmente fria, ela tem um calorzinho lá no fundo (como os postais que mandávamos no passado). 


 
É uma cor adequada a qualquer tipo de decoração – mais clássica, mais contemporânea, despojada...e permite que alguns toques de cor se sobressaiam sobre esta base neutra, como podemos ver na foto acima.


 
Eu nunca adormeci sob uma figueira, embora tenha uma história de sonho muito doida com adormecer sob uma árvore. Mas é uma cor enigmática, como é o figo – e, consequentemente, Eu adoro estes tons mais sóbrios, aprendi que um fundo mais escuro faz com que as obras de arte e objetos se destaquem e adquiram nova dimensão quando contrastados a estas tonalidades.


 
Vejam o exemplo acima. Tudo parece mais intenso frente à essa parede – o branco fica mais branco, o preto fica mais dramático...eu adoro, confesso.


 
Essa é a cor que Suvinil elegeu como “cor 2020”. E tem certa lógica a associação entra a cor e o nome dela – Mantra. É um tom que induz ao silêncio, à introspecção, e – embora seja uma cor que exija domínio de quem a utiliza – ela pode criar ambientes extremamente suaves e agradáveis, como é o caso do espaço abaixo.



Este tipo de tonalidade parece “puxar” naturalmente outros tons de mesma intensidade – cores baixas, suaves, naturais.  



Eu estou apaixonado pelo tom acima – talvez por minha predileção por doces...rs. Mas faz parte daquelas cores que adoro, mais densas, mais profundas. Já morei num apartamento em frente à Vieira Souto cujo living era todo pintado de berinjela, e meu penúltimo apartamento em São Paulo tinha uma parede marrom café. Esse tom acima está freqüentando minha imaginação desde que o vi, e provavelmente estará no meu quarto de hóspedes em breve, pois vai combinar com tudo o que quero colocar lá.


 
É uma cor que permite ousadias, e combina extremamente com laranjas, verdes, rosas e azuis claros. E dá uma sensação de acolhimento deliciosa, além de conferir uma elegância muito discreta.

Todas as cores deste post são da Suvinil , e você pode encontrá-las (e mais uma pequena infinidade delas) na Hipertintas (www.hipertintas.com.br).  Boa parte das fotos acima foi uma produção do talentoso Aldi Fiosi para a Suvinil. 

Vamos mudar a cor da sua casa?

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