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É o bicho

Wair de Paula, Jr.



No passado as casas de campo – e alguns apartamentos urbanos feitos por estrelados profissionais – portavam, em suas paredes, cabeças de animais empalhados : veados, antílopes, zebras, os mais diversos bichos exibidos como troféus de caça ou apenas como parte de uma decoração sofisticada. Hoje, é inadmissível aceitar isso – a caça predatória, um grande exercício desnecessário de ego e poder – como elemento decorativo.

Mas os designers são criativos, e supriram esta necessidade quase ancestral do homem de mostrar que é poderoso e resolveram isto de forma as vezes lúdica, as vezes artística, mas sempre bastante original. Veja alguns exemplos.


Classicismo moderno – bichos em resina parecendo porcelana, sobre parede chocolate.
 

Com uma pegada industrial, esta cabeça de urso em metal não assusta. 
 

Eu adorei esta cabeça de boi? Bisão? Búfalo? Seja lá o que for, é muito bem resolvida – com um mínimo de recursos e um senso de proporção e equilíbrio de materiais, passam a exata noção de uma cabeça de animal selvagem. 
 

Um pouco de humor negro e um pouco de fofura – estas cabeças em feltro branco, de aspecto minimalista, fazem bonito em qualquer lugar.
 

Máscaras/troféus : papel recortado + cola + muito talento resultam em elementos altamente decorativos.

 
Psicodelia em alta nesta cabeça em resina revestida de tecido estampado.
 

Cabeça em papelão recortado – no estilo “faça você mesmo” – compre o kit, monte e pendure. 
 

Momento fofura – girafa, zebra, leão e urso em feltro para o quarto das crianças. Ou para um living mais jovem.

Depois disso, não há a menor necessidade de expor em sua parede uma cabeça de um animal empalhado – hoje em dia isto é considerado, além de errado e de uma posição em total desacordo com as tendências atuais, uma deselegância sem precedentes. 
 

Wair de Paula, JR.

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