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Cobogó



O prédio que abre este post está no alto da Sé, em Olinda, uma das mais belas cidades do país. Originalmente uma caixa d´água, hoje é um mirante – de onde se avista toda Olinda, Recife, e uma imensidão verdeazul de mar. Mas sua importância é muito maior do que ser um observatório – este foi o primeiro prédio feito utilizando o COBOGÓ, em 1934.

Cobogó quase todo mundo já sabe o que é – um elemento vazado, originalmente feito de cimento (mas agora em inúmeras outras matérias primas), utilizados geralmente para possibilitar maior ventilação e/ou luminosidade no interior de um projeto, seja este comercial, residencial ou industrial. 


 
O Edifício Parque Guinle (foto acima), projeto de Lucio Costa de 1954, utiliza com esplêndido resultado plástico este elemento. Mistura modelos diferentes em uma composição aparentemente aleatória, mas que mais de 60 anos depois continua contemporânea, atual – e eu imagino o rebuliço que pode ter causado à época de sua construção, utilizando um material tão simples em um prédio de sobrenome tão caro aos cariocas.



Por mais que COBOGÓ possa parecer um nome popular, ou de origem indígena, na verdade seu nome deriva das iniciais dos sobrenomes dos três engenheiros que, no início do século XX, trabalhavam em Recife e conjuntamente o idealizaram : Amadeu Oliveira Coimbra (CO), Ernest August Boeckmann (BO) e Antônio de Góis (GÓ). Se, em sua origem, os cobogós eram feitos apenas de cimento, com sua popularização eles passaram a ser moldados com outros materiais, tais como argila, vidro, cerâmica, etc.
 
Atualmente, o Cobogó atingiu novo status. A arquiteta paulista Naomi Abe acaba de abocanhar o prêmio de Melhor Espaço Exclusivo Salas&Quartos para a Casa Cor SP, com sua sala de jantar que utiliza o cobogó branco em 3 das 4 paredes existentes no espaço, com um instigante e surpreendente recurso – revestiu as paredes originais de espelho, e colocou as paredes em cobogó com uma certa distância destas paredes originais, causando uma sensação de vazado pleno em um espaço completamente fechado. O projeto aposta num conceito de brasilidade escancarada, e sua criadora foi extremamente feliz no resultado – confira abaixo.


 
E, utilizando o cobogó em quase tudo para a loja de cosméticos Aesop (nota – todos os produtos desta loja são fantásticos, vale a pena uma visita), situada no bairro da Vila Madalena em São Paulo, os irmãos Campana criaram uma base lúdica – e ao mesmo tempo de tom neutro – para as prateleiras, bancadas, fachada e até puxador da porta desta loja.
 




Então, pode-se usar o cobogó praticamente em qualquer situação. Seja delimitando áreas e criando volumes (até no teto) como neste restaurante,



Seja em soluções práticas como uma parede que se abre a área de serviço – e, ao mesmo tempo, criando um elemento decorativo,


 
Em fachadas que preservam sem tirar a ventilação 


 
Sempre há um meio criativo, elegante e contemporâneo de usar este elemento que já está fazendo 90 anos. Veja mais alguns exemplos criativos e elegantes.  





A variedade atual de modelos, desenhos e padronagens, bem como acabamentos e cores, é muito vasta. Para ver “ao vivo” , lojas como a Portobello e a 4 Cantos Revestimentos podem encontrar e sugerir a melhor solução para seu espaço – vale a pena conferir.

Wair de Paula, Jr.

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